sábado, 5 de outubro de 2013

CONSELHOS DE COMO SE PREVENIR CONTRA A INFIDELIDADE

1. Sexo com intimidade.
A Santidade do Sexo
O ato conjugal é essa bela relação íntima de que partilham marido e mulher, na sedução de seu amor — e ela é sagrada.
Na verdade, Deus determinou para eles esse relacionamento.
Prova disso é o fato de que Deus tenha apresentado esta experiência sagrada em seu primeiro mandamento para o homem: "Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra." (Gn 1.28.) Esse encargo foi dado ao homem antes de o pecado entrar no mundo; portanto, o sexo e a reprodução foram ordenados por Deus, e o homem experimentou-o ainda quando se achava em seu estado original de inocência.
Isso inclui o forte e belo impulso sexual, que marido e mulher sentem um pelo outro. Sem dúvida, Adão e Eva o sentiram no Jardim do Éden, como fora intenção de Deus, embora não haja um registro ou prova escrita de que tal tenha acontecido, mas é razoável supormos que Adão e Eva tenham tido relações sexuais antes de o pecado entrar no jardim. (Ver Gênesis 2.25.)
A ideia de que Deus criou os órgãos sexuais para nosso prazer parece surpreender algumas pessoas. Mas o Dr. Henry Brandt, um psicólogo cristão, nos relembra que: "Deus criou todas as partes do corpo humano. E não criou algumas boas e outras más; ele criou todas boas, pois quando terminou a obra da criação, ele olhou para tudo e disse: 'Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom." (Gn 1.31.) E outra vez lembramos que isso ocorreu antes de o pecado macular a perfeição do Paraíso.
Após vinte e sete anos de ministério e o aconselhamento de centenas de casais com problemas pertinentes à intimidade conjugai, estamos convencidos de que muitos abrigam, escondida em algum canto da mente, a ideia de que há algo errado com o ato sexual. Temos que reconhecer que a má vontade dos líderes cristãos, através dos anos, em abordar abertamente este assunto, tem lançado dúvidas sobre a beleza desse tão necessário aspecto da vida conjugai; mas a distorção dos desígnios de Deus, feita pelo homem, é sempre posta a descoberto, quando recorremos às Escrituras.
Para desfazer essa noção falsa, ressaltamos que há registros na Bíblia de que os três membros da Santíssima Trindade apoiaram esse relacionamento. Já citamos o selo aprobatório de Deus, o Pai, em Gênesis 1.28. Todas as pessoas que assistem a um casamento evangélico provavelmente ouvem o oficiante relembrar que o Senhor Jesus escolheu um casamento para ser o cenário de seu primeiro milagre; os pastores, quase que universalmente, interpretam isso como um sinal divino de aprovação. Além disso, Cristo afirma claramente em Mateus 19.5, o seguinte: "E serão os dois uma só carne."
A cerimônia nupcial em si não é o ato que realmente une o casal em santo matrimônio aos olhos de Deus; ela simplesmente concede, publicamente, a permissão para que eles se retirem para um local isolado, e realizem o ato pelo qual se tornam uma só carne, e que realmente os transforma em marido e mulher.
Tampouco o Espírito se manteve em silêncio com relação à questão, pois ele apoia esta experiência sagrada em muitos textos das Escrituras. Nos capítulos subsequentes consideraremos a maioria deles, mas citaremos um logo aqui, para exemplificar sua aprovação. Em Hebreus 13.4, ele inspirou o autor a escrever o seguinte princípio: "Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula."
Nada poderia ser mais claro do que esta declaração. Qualquer pessoa que sugerir que pode haver algo de errado com o ato sexual entre marido e mulher simplesmente não entende as Escrituras. O autor do livro poderia ter afirmado apenas: "Digno de honra entre todos seja o matrimônio", o que já teria sido suficiente. Mas, para ter a certeza de que todos entendessem bem o que queria dizer, ampliou a mensagem com a declaração: "bem como o leito sem mácula". Ele é "sem mácula" porque constitui uma experiência sagrada.
Até recentemente, eu estava relutante em empregar a palavra coito para designar o ato sexual, embora sabendo que se trata de um termo legítimo. Essa situação mudou quando descobri que a palavra que o Espírito Santo usou em Hebreus 13.4 foi o grego koite, que significa: "coabitar; implantar o erpermatozóide masculino."1 O vocábulo koite deriva de Keimai, que significa "deitar", e que é relativo a koimao, que significa "fazer dormir".2 Embora a palavra coito derive do latim coitu, o termo grego koite tem o mesmo significado: a união que o casal realiza na cama;, coabitar. Baseados neste significado da palavra, poderíamos traduzir assim o verso de Hebreus 13.4: "O coito no casamento é honroso e sem mácula." O casal que pratica o coito, está fazendo uso de uma possibilidade e privilégio, dados por Deus, de criarem uma nova vida, um outro ser humano, como resultado da expressão de seu amor.
O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE SEXO
Como a Bíblia, clara e reiteradamente, condena o abuso sexual, taxando-o de adultério e fornicação, muitas pessoas — ou por ignorância ou como um meio de justificar seus atos de imoralidade — interpretam erradamente estes conceitos, e dizem que Deus condenou toda e qualquer manifestação sexual. Mas a verdade é exatamente o contrário. A Bíblia sempre fala dessa relação aprovativamente — desde que seja limitada a casais casados. A única proibição da Bíblia diz respeito a atos sexuais extra ou pré-conjugais. A Bíblia é inquestionavelmente clara a esse respeito, condenando esse tipo de conduta.
Foi Deus quem criou o sexo. Ele formou os instintos humanos, não com o fim de torturar homens e mulheres, mas para proporcionar-lhes satisfação e senso de realização pessoal.
Conservemos sempre em mente como foi que isto se deu. O homem sentia-se irrealizado no Jardim do Éden. Embora vivesse no mais belo ambiente do mundo, cercado de animais mansos de toda sorte, ele não tinha uma companhia que fosse de sua espécie. Então, Deus retirou de Adão um pedaço de seu corpo, e realizou outro milagre da criação — a mulher — semelhante ao homem sob todos os aspectos, com exceção do aparelho reprodutor. Ao invés de serem opostos, eles se completavam mutuamente. Que Deus iria ter o trabalho de preparar suas criaturas, dando-lhes a capacidade de realizar determinada atividade, para depois proibi-los de realizá-la? Certamente, não seria o Deus de amor tão claramente descrito na Bíblia. O verso de Romanos 8.32 afiança-nos que "Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as cousas?" Examinando os fatos objetivamente, temos que concluir que o sexo foi dado ao homem, pelo menos em parte, para sua satisfação conjugai.
Para termos outras evidências de que Deus aprova o ato sexual entre casais, consideremos a bela narrativa que explica sua origem. De todas as criaturas de Deus, apenas o homem foi criado "à imagem de Deus" (Gn 1.27). Isso torna a humanidade uma criação singular dentre as criaturas da terra. O verso seguinte explica: "E Deus os abençoou, e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos." (Gn 1.28.) A seguir, ele faz um comentário pessoal acerca de sua criação. "Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom." (Gn 1.31.)
O capítulo 2 de Gênesis apresenta uma descrição mais detalhada da criação de Adão e Eva, incluindo a informação de que o próprio Deus conduziu Eva até Adão (v. 22), e, evidentemente, apresentou-os um ao outro, e deu-lhes ordem para serem fecundos. Em seguida o texto descreve a inocência deles com as seguintes palavras: "Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam." (V. 25.) Adão e Eva não sentiram nenhum constrangimento, nem ficaram envergonhados nessa ocasião, por três razões: haviam sido apresentados um ao outro por um Deus santo e reto, que lhes ordenara que se amassem; sua mente não estava preconcebida quanto à culpa, pois ainda não havia sido feita nenhuma proibição relativa ao ato sexual; e não havia outras pessoas por ali, para observarem suas relações íntimas.
Tim e Beverly LaHaye. O Ato Conjugal Orientação sexual equilibrada, clara e sem rodeios. Editora CPAD. pag. 15-19.

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